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Guardo ainda a minha maleta Que eu chamo de “maletín” Ao abri-la eu me recordo
Da terra de onde eu vim Quantas vezes eu te abri Parece que eu respirava o ar
Da terra de onde eu nasci Maleta meu “maletín” Um dia ainda te levo
À terra de onde eu vim Do dia que contigo embarquei Do abraço de minha mãe
E das lágrimas que chorei Maleta, meu “maletín” Com certeza não volto mais
À terra de onde eu vim Foi meu pai que te comprou Por eu gostar de você
Em Galícia te deixou Guardo minha documentação Podes ter certeza maleta
Que te gosto de coração Em abrir-te eu tinha prazer Quantos anos se passaram E eu ainda gosto de em ti remexer |
Oh! Minha velha maleta Abri-te vezes sem fim Ainda hoje me lembras
A terra de onde eu vim Pois viagens poucas fizemos Um dia juntos iremos
A terra de onde viemos Mais tudo em ti é original Resistes porque és de couro
De couro de algum animal Guardo o meu passaporte Se o guardastes em vida
Guardai-o após a morte Também nunca te abandonei Isso prova minha maleta
Que sempre de ti gostei O destino nos separar Podes ter certeza maleta
Que de ti me vou recordar Pareces comigo falar Tanta coisa que eu não lembrava Você me faz recordar
Até logo minha maleta Um dia vamos viajar Farei tudo minha maleta Para sempre te conservar |
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